A Prefeitura de Rio do Sul anunciou a expansão de sua política pública de atendimento a pessoas com dependência química e alcoólica através do programa "Rio do Sul que Acolhe". Esta iniciativa inovadora articula as secretarias municipais de Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social e Segurança Pública, estabelecendo uma rede de cuidado integrada. O objetivo é abranger desde a abordagem inicial de indivíduos em situação de vulnerabilidade até o fornecimento de internações, acolhimento em comunidades terapêuticas e suporte para a reinserção social.

O programa "Rio do Sul que Acolhe" foca prioritariamente no atendimento de pessoas em situação de rua com dependência química crônica, indivíduos em condições de risco para si ou para terceiros devido ao uso de substâncias, e aqueles que consomem drogas em espaços públicos. Adicionalmente, a legislação contempla ações voltadas à qualificação profissional e à reinserção no mercado de trabalho após o processo de recuperação, visando uma abordagem completa para a reabilitação.

Segundo o secretário de Saúde, Cláudio Azevedo da Silva, o intuito é prover um tratamento contínuo, humanizado e estruturado. "Não estamos falando apenas da internação, mas de um processo completo de cuidado, que envolve avaliação técnica, tratamento especializado, acompanhamento após a alta e oportunidades para que essas pessoas possam reconstruir seus projetos de vida", declarou. Instituído pela Lei Municipal nº 6.791/2026, o programa alinha-se às diretrizes federais, incluindo as modalidades de internação voluntária, involuntária e compulsória, sempre com finalidade terapêutica e respeito à saúde do paciente.

Para viabilizar o atendimento hospitalar especializado, o Fundo Municipal de Saúde firmou um termo de colaboração com o Hospital Samária, que destinará seis leitos exclusivos para tratamento de dependência química e alcoólica, com um investimento anual previsto de R$ 679,8 mil. Paralelamente, a prefeitura abriu um edital para credenciar organizações da sociedade civil que atuam como comunidades terapêuticas, com a meta inicial de oferecer 12 vagas de acolhimento residencial transitório. O acompanhamento de ambas as parcerias será rigoroso, garantindo a qualidade dos serviços e a correta aplicação dos recursos públicos.