A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deu um passo significativo no combate ao crime organizado com a deflagração da Operação Apakani, parte da iniciativa nacional "Operação Narke 6". Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ação visa desmantelar uma sofisticada rede criminosa dedicada à lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico.
A ofensiva, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), resultou no cumprimento de 28 mandados de prisão preventiva e cinco temporária. Além disso, 69 mandados de busca e apreensão foram executados, acompanhados pelo bloqueio de 59 contas bancárias e o sequestro de 14 veículos, ambos de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema.
As investigações tiveram seu ponto de partida em 2023, após a apreensão de uma expressiva quantidade de maconha – 1,3 tonelada – no município de Canoas. A partir dessa apreensão, as autoridades policiais desvendaram uma organização criminosa com forte atuação interestadual na distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando imóveis alugados para o armazenamento dos entorpecentes.
A operação transcendeu as fronteiras do Rio Grande do Sul, com diligências realizadas também em Santa Catarina, além de empresas localizadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ações foram igualmente efetuadas em unidades prisionais do Rio Grande do Sul e do Paraná, demonstrando a capilaridade do grupo criminoso. Ao longo das apurações, 71 medidas cautelares de quebra de sigilo permitiram mapear o complexo esquema financeiro, revelando que a organização movimentou mais de R$ 21,3 milhões através de empresas de fachada, aquisição de bens e movimentações fracionadas, tudo para dificultar o rastreamento dos valores ilícitos. A ação mobilizou 299 policiais civis, com o objetivo de responsabilizar lideranças e operadores financeiros, enfraquecendo a base econômica que sustenta o tráfico de drogas.

