Além disso, o posicionamento ocorre após uma crise interna no PSD, que colocou em dúvida a continuidade da pré-candidatura. Como parte do desdobramento político, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, anunciou o início do processo de expulsão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD).

Topázio declarou apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).

Conforme o colunista político Upiara Boschi, a crise interna no PSD se intensificou após um ultimato feito por João Rodrigues à executiva estadual da sigla.

Segundo o prefeito de Chapecó, o partido precisava resolver a situação envolvendo Topázio Neto. Caso contrário, ele poderia deixar o PSD.

A tensão aumentou depois que Topázio Neto anunciou que permaneceria no partido mesmo apoiando o governador Jorginho Mello. Entretanto, a decisão provocou reação imediata dentro da legenda.

Anteriormente, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido deveria compreender a posição política do prefeito de Florianópolis.

Nos bastidores, lideranças políticas tentaram evitar uma ruptura dentro do PSD. Ainda assim, novas movimentações ampliaram o clima de tensão.

Entre elas está a permanência do deputado estadual Carlos Humberto (PL) em seu partido. Inicialmente, havia expectativa de que ele migrasse para o PSD.

Contudo, uma articulação ligada ao governador Jorginho Mello manteve o parlamentar no PL. Assim, o episódio reforçou o cenário de disputa interna no campo político estadual.

O ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen também comentou o cenário político envolvendo o PSD. Segundo ele, o partido pode discutir outros nomes para a disputa ao governo estadual.

Entre as possibilidades mencionadas estão o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia (PSD), e o deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD).

Bornhausen também citou o ex-governador Raimundo Colombo, embora tenha destacado que o político já contribuiu com o estado em gestões anteriores.