A Diocese de Rio do Sul, localizada em Santa Catarina, estabeleceu novas diretrizes para o período eleitoral de 2026, com o objetivo principal de proibir a realização de campanhas políticas em seus templos. A decisão, divulgada na última sexta-feira (5), visa assegurar que o espaço sagrado seja preservado e que a missão evangelizadora da igreja não seja comprometida por disputas partidárias.

Entre os motivos apresentados pela diocese para a proibição estão a necessidade de preservar a liberdade de consciência dos fiéis, garantindo que cada indivíduo possa exercer seu direito ao voto sem pressões ou influências dentro do ambiente religioso. Além disso, a medida busca evitar a formação de divisões e conflitos dentro das comunidades católicas, promovendo um ambiente de unidade e respeito mútuo.

As orientações também preveem o afastamento de candidatos de quaisquer funções religiosas que possam desempenhar dentro da igreja durante o período eleitoral. Essa ação reforça o compromisso da Diocese de Rio do Sul com a neutralidade partidária, evitando qualquer percepção de apoio ou privilégio a determinados candidatos ou partidos políticos. A intenção é manter a instituição como um espaço de fé e espiritualidade, desvinculado de interesses eleitorais.

A divulgação dessas normas reflete uma preocupação crescente em diversas instâncias religiosas sobre a interferência de atividades políticas em espaços de culto. Ao estabelecer essa proibição clara, a diocese reafirma seu papel como guia espiritual, priorizando a coesão social e a integridade de sua missão evangelizadora, livre de polarizações políticas que possam desviar o foco de seus propósitos.